segunda-feira, 30 de janeiro de 2012


Questões solicitadas pelo Professor Cleomar Rocha acerca da entrevista de Marcelo Tas publicada no livro Cultura digital.br

1.   O entrevistado diz que valorizamos demais o termo digital, quando tudo é cultura. Ao falar sobre isto ele chama a atenção para dois pólos, a superstimação e a subestimação da tecnologia. Trace um paralelo entre as idéias do entrevistado com as idéias de Lucia Santaella, no texto discutido em nosso alongamento, quando ela se refere a definição de mídia.

As idéias dos dois autores são bem próximas. Tanto Lúcia Santaella quanto Marcelo Tas defendem que não devemos nos preocupar com uma possível troca de tarefas, o indivíduo não será substituído por tecnologias. Sabemos da importância das tecnologias para o desenvolvimento da sociedade, mas sabemos também que ela por si só não resolve todos os problemas do mundo.
Além disso, a tecnologia está cada vez mais moderna, porém, poucos sabem manusear máquinas cada vez mais sofisticadas, fica claro que o fato delas existirem não basta se não houver quem as domine.


2. Temos enfrentado alguns problemas com o Moodle em nossa disciplina e tenho solicitado que usem outras ferramentas disponíveis na Internet para postarem suas respostas. Discuta esta relação com a afirmação do entrevistado: "Inventou-se a motocicleta e a gente fica falando do pneu, do aro, do banquinho e não falar da viagem que a gente tem para fazer com a moto." (pp. 234)

          A verdade sobre as mídias está cada vez mais explícita. Por medo, comodismo, muitos deixam de utilizar as tecnologias no seu cotidiano. Isso acaba por criar uma barreira entre as possibilidades da tecnologia e o indivíduo. Outro fator relevante sobre o uso das mídias é a forma como elas são utilizadas por muitos. Ao invés de ser um canal de troca de informações, de experiências, acabam por criar situações desconfortáveis, muitas vezes criminosas que é o caso das pornografias.
Um curso a distância, ao contrário que muitos pensam, exige do aluno uma grande dedicação. Não se podem publicar textos equivocados em plataformas educacionais e isso exige do aluno a distância um estudo centrado e coerente. A idéia de postar os trabalhos em redes sociais é sem dúvida muito interessante, afinal de contas, compartilhar informação é o foco do curso.


3. O que é relevância e discernimento, defendidos pelo entrevistado.

Em um mundo cada vez mais competitivo nota-se a importância de se estar sempre muito bem informado. No entanto, não basta ter a informação, é preciso saber processá-la. Para isso, é necessário ter discernimento, e, contudo, selecionar o que é realmente relevante. Os educadores têm papel fundamental nesse sentido, não que eles sejam formadores, mas eles são responsáveis por contribuir para a formação dos alunos. Para que isso ocorra é fundamental criar situações de discussão, debate, pesquisa e tudo o que venha favorecer momentos de reflexão. Uma vez orientados, os alunos podem fazer das mídias digitais ferramentas construtivas, gerando novas idéias e novos conceitos.     


4. Na entrevista Marcelo Tas fala sobre educação, função de professor e a tecnologia. Discuta o pensamento dele, vinculando-o com outro autor da área de educação.

Marcelo Tas partilha da idéia de Paulo Freire. Ambos defendem que a educação precisa deixar de ser “Bancária”, onde o professor transmite o conhecimento e o aluno apenas a recebe. Com o avanço das tecnologias, a globalização, torna-se necessário uma nova concepção de educador, começa surgir o professor mediador, provocador, elo entre o aluno e o conhecimento. Esse novo professor sabe que precisa contribuir positivamente na formação de seus alunos, é consciente que o conhecimento se constrói a cada dia. O professor com o uso das novas tecnologias em sala de aula, pode se tornar um orientador do processo de aprendizagem, trabalhando de maneira equilibrada a orientação intelectual, a emocional e a gerencial. (Moran, J., 2000).


5. "Então a gente já vive imerso nesta gelatina de informação e cada pessoa tem o seu filtro, sua maneira de se relacionar com isso." (pp 241). Comente esta afirmação tendo por base a caracterização da cultura digital ou cibercultura em Lucia Santaella.

As mídias digitais são meios, canais por onde a linguagem se transporta. Não devemos responsabilizá-las pelo mau uso da língua, que acaba por gerar novas informações, essas talvez distorcidas, desencontradas, incapazes de refletir algo proveitoso.
Muitos fatores estão diretamente ligados a isso, a cultura, o discernimento, dentre tantos outros. O que é relevante esclarecer é que cada um faz seu próprio juízo da informação adquirida, às vezes positivamente, outras vezes negativamente. Cabe a cada um sua interpretação.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Comentários acerca do texto de Lúcia Santaella
“Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano”

O texto de Lúcia Santaella busca definir os caminhos traçados pelos fenômenos comunicacionais contemporâneos. Para isso, a autora aborda a evolução das diferentes Eras da comunicação.
As eras culturais, segundo Santaella, se dividem em seis formações específicas, dentre elas a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital. No entanto, nota-se que há um processo cumulativo de complexificação onde uma era cultural vai se integrando a anterior para ajustar-se a situação atual, promovendo melhoramentos e funcionalidades mais eficientes.
O texto nos faz refletir acerca do desenvolvimento da comunicação. A fala possibilitou ao homem dar um salto no desenvolvimento humano. Já a cultura escrita começou a ter sentido quando se criou significados padronizados para as representações pictóricas, sendo este o primeiro passo para a criação da escrita.
A Cultura de massas se inicia no século XIX com os jornais para pessoas comuns, como também o aparecimento das mídias eletrônicas, ou seja, comunicação de massa é aquela destinada ao grande público, tendo sua maior adoção com o surgimento do cinema, rádio e televisão, o que pode criar uma indústria cultural.      
          Podemos perceber a Cultura das Mídias num período entre o da Cultura de Massa e o da Cultura Digital. Isso também implica dizer que a mudança de uma cultura a outra depende não só da modificação dos meios como também do conteúdo exposto em circulação e na percepção humana a que se referem tais conteúdos.
As tecnologias cada vez mais avançadas produzem equipamentos cada vez mais modernos e acessíveis. Essa acessibilidade está aliada ao imenso leque de opções que surge para o indivíduo no meio tecnológico. Daí o consumo em massa que possui uma gama de possibilidades de escolha. 
Tanta tecnologia acaba por criar uma nova cultura, essa chamada de digital. Nela percebe-se o aparecimento de mensagens de escrita despreocupada, bilhetes informais, correspondências íntimas, praticadas por pessoas com escolaridade, porém, sem muita preocupação com as normas da língua. Isso ocorre através de equipamentos cada vez mais dinâmicos e eficientes.
Atualmente, vivemos a era da Cultura Digital. Nela tudo se volta aos recursos de áudio e vídeo que nos permitem mais dinâmica na troca de informações.  Com tanta informação fluindo em pouco espaço de tempo nasce a necessidade de componentes mais ágeis e objetivos. Nesse sentido torna-se inevitável a criação de equipamentos específicos às necessidades de cada grupo da sociedade, esses por sua vez, se transformam com a mesma intensidade a todo tempo.