sexta-feira, 20 de janeiro de 2012


Comentários acerca do texto de Lúcia Santaella
“Da cultura das mídias à cibercultura: o advento do pós-humano”

O texto de Lúcia Santaella busca definir os caminhos traçados pelos fenômenos comunicacionais contemporâneos. Para isso, a autora aborda a evolução das diferentes Eras da comunicação.
As eras culturais, segundo Santaella, se dividem em seis formações específicas, dentre elas a cultura oral, a cultura escrita, a cultura impressa, a cultura de massas, a cultura das mídias e a cultura digital. No entanto, nota-se que há um processo cumulativo de complexificação onde uma era cultural vai se integrando a anterior para ajustar-se a situação atual, promovendo melhoramentos e funcionalidades mais eficientes.
O texto nos faz refletir acerca do desenvolvimento da comunicação. A fala possibilitou ao homem dar um salto no desenvolvimento humano. Já a cultura escrita começou a ter sentido quando se criou significados padronizados para as representações pictóricas, sendo este o primeiro passo para a criação da escrita.
A Cultura de massas se inicia no século XIX com os jornais para pessoas comuns, como também o aparecimento das mídias eletrônicas, ou seja, comunicação de massa é aquela destinada ao grande público, tendo sua maior adoção com o surgimento do cinema, rádio e televisão, o que pode criar uma indústria cultural.      
          Podemos perceber a Cultura das Mídias num período entre o da Cultura de Massa e o da Cultura Digital. Isso também implica dizer que a mudança de uma cultura a outra depende não só da modificação dos meios como também do conteúdo exposto em circulação e na percepção humana a que se referem tais conteúdos.
As tecnologias cada vez mais avançadas produzem equipamentos cada vez mais modernos e acessíveis. Essa acessibilidade está aliada ao imenso leque de opções que surge para o indivíduo no meio tecnológico. Daí o consumo em massa que possui uma gama de possibilidades de escolha. 
Tanta tecnologia acaba por criar uma nova cultura, essa chamada de digital. Nela percebe-se o aparecimento de mensagens de escrita despreocupada, bilhetes informais, correspondências íntimas, praticadas por pessoas com escolaridade, porém, sem muita preocupação com as normas da língua. Isso ocorre através de equipamentos cada vez mais dinâmicos e eficientes.
Atualmente, vivemos a era da Cultura Digital. Nela tudo se volta aos recursos de áudio e vídeo que nos permitem mais dinâmica na troca de informações.  Com tanta informação fluindo em pouco espaço de tempo nasce a necessidade de componentes mais ágeis e objetivos. Nesse sentido torna-se inevitável a criação de equipamentos específicos às necessidades de cada grupo da sociedade, esses por sua vez, se transformam com a mesma intensidade a todo tempo.

4 comentários:

  1. Olá Meire!
    Bem, esta disciplina aborda questões de ordem cultural e até antropológica, não é mesmo? A discussão sobre as Eras, sobretudo da compreensão que os autores tem e neste caso Lúcia Santaella é instigante. Você compreendeu e descreveu muito bem todas as categorias. Embora seja verdade e está no texto a afirmação de que estamos na Era digital, com base no raiocíonio da autora, estamos hoje em todas as Eras, pois os conhecimentos são cumulativas e não excludentes. Em outras palavras, uma geração transmite a posteridade os conhecimentos necessários para que novas gerações ampliem e as sofistiquem.
    A discussão além de relacionar assuntos sobre mídias aborda também questões sociológicas.
    Até breve!

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  2. Mas não podemos pensar esse acúmulo como uma linearidade, ou seja, o processo é temporal!

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  3. Muito pertinente sua colocação professor, não me atentei a isso! Fica claro como é válido compartilhar saberes...

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  4. É muito convidativo estes textos, embora cada um tem uma formação específica em uma área do conhecimento todos nós lidamos com o social, consequentemente no chão da escola. Aprendemos muito em todo processo formativo.

    Abraços!

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